Saragoça foi a cidade escolhida para acolher a 6ª Convenção da Rede de Oficinas CGA, realizada no dia 23 de maio. Rodrigo Ferreira da Silva participou como orador numa mesa-redonda.
No passado dia 23 de maio, sexta-feira, a ARAN, representada pelo seu Presidente da Direção Rodrigo Ferreira da Silva, participou na 6ª edição da Convenção CGA.
O Palácio de Congressos (Saragoça) foi o local eleito para acolher este evento que reuniu mais de 1000 participantes - entre os quais fornecedores, parceiros, oficinas, representantes de associações do ramo automóvel e imprensa especializada.
Com o lema "Un Cambio hoy, el impulso del futuro", esta edição contou com a dinamização de diversas iniciativas, como por exemplo apresentações e mesas-redondas. Foi feito o balanço das atividades desenvolvidas pela rede a nível ibérico, como ações de formação, fortalecimento da marca e do seu posicionamento através da participação em eventos chave para o setor, como é o caso da Motortec, aposta em novas ferramentas técnicas, entre outras.
Este certame serviu, também, como espaço para reflexão sobre o presente e o futuro do pós-venda automóvel.
A realidade oficinal a nível Ibérico
Na sessão intitulada de "Situação Atual das Oficinas em Espanha e Portugal", Rodrigo Ferreira da Silva e Ana Ávila - Diretora Corporativa da CONEPA (Federação Espanhola de Empresários de Oficinas de Reparação Automóvel), analisaram a atualidade do coletivo de oficinas a nível peninsular, apresentando dados relevantes sobre parâmetros como a rentabilidade, a faturação e as principais preocupações dos profissionais do setor.
Ana Ávila destacou que as oficinas espanholas têm trabalho e aumentaram a sua rentabilidade, sobretudo as de mecânica, uma vez que as de chapa e pintura enfrentam o problema das pressões das seguradoras; destacou que cerca de 78% das oficinas mantiveram o seu quadro de pessoal relativamente ao ano passado e que o grande problema do setor é a falta de mão-de-obra. O facto do plano de formação ser muito obsoleto não ajuda a solucionar esta situação, nas suas palavras.
Por outro lado, Rodrigo Ferreira mostrou-se otimista ao salientar que a situação económica de Portugal e Espanha é melhor do que no resto da Europa. Contudo, revelou que em Portugal a rentabilidade das oficinas é baixa. No que diz respeito às expetativas para 2025, as oficinas inquiridas contam que a rentabilidade vai aumentar (39%) ou se manter (39%) e que irão continuar com o mesmo número de funcionáros (74%). A principal preocupação, à semelhança do mercado espanhol, é a falta de profissionais.
Ambos os representantes concordaram que associações como a CONEPA e a ARAN, em colaboração com as associações europeias, trabalham intensamente em prol dos interesses das oficinas de reparação.



