Presidente da Associação Nacional do Ramo Automóvel refere que os elétricos vão reduzir número de empregos nas fábricas. Sobre a entrada de players chineses, a associação diz que é bom para o negócio.
Rodrigo Ferreira da Silva defende que, para cumprir as metas europeias da eletrificação, é preciso estabelecer um plano e manter-se fiel a ele, mas sem “populismos”. “Os automóveis elétricos não trazem mais empregos às fábricas, trazem menos. Se visitar fábricas chinesas que produzem automóveis elétricos, não vai ver milhões de pessoas a trabalhar. São robôs, são fábricas altamente robotizadas”, avisa o responsável.
Sobre a entrada de novos fabricantes chineses no mercado, o presidente da ARAN destaca que estas empresas “conseguem produzir veículos em escala a um preço muito competitivo e de muito boa qualidade” e têm oportunidade para “ganhar rapidamente uma quota de mercado bastante sólida”. Afastando-se dos temas geopolíticos, os quais, diz, não lhe competem, aplaude a entrada de novos players: “Quanto mais oferta melhor”.
E o que é que esta aposta no elétrico vai implicar para o retalho no setor automóvel?
Tendo estes veículos novos produzidos, que são mais digitais e mais conectados, o retalho tem de se adaptar porque as receitas tradicionalmente vinham da venda dos automóveis novos, da recuperação destes e da sua manutenção. É alterado completamente esse modelo de negócio. Não é de uma semana para a outra, não é de um ano para o outro, mas num prazo de 10 anos, serão completamente diferentes as fontes de receitas para o retalho, que hoje estão muito baseadas no pós-venda, na manutenção dos veículos, na sua reparação e na sua comercialização.
É muito importante começar a olhar para o impacto da eletrificação. Houve alguns erros em algumas metas muito ambiciosas. Todo o modelo tem que se adaptar e isso leva algum tempo, não são adaptações fáceis nem baratas. Não há aqui low cost numa transição energética para uma economia mais verde, não há uma solução barata e rápida. Os timings e as metas não tiveram em conta a realidade de onde partíamos e apenas havia um desejo de alcançar estas metas.
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Leia o artigo na íntegra aqui: “Não há low cost na transição para uma economia mais verde, não há uma solução barata e rápida” – ECO



