A Associação Nacional do Ramo Automóvel (ARAN) condena o recuo na inspeção periódica obrigatória dos motociclos (IPO), prevista para começar a 1 de janeiro de 2025. Um projeto de lei do PSD, com provável apoio das bancadas do PS e do Chega, irá anular a medida e levar a uma situação que “acabou antes de começar”.
Com base numa diretiva de 2014 da União Europeia, o Governo português decidiu então obrigar a inspeção periódica os motociclos, triciclos e quadriciclos com mais de 125 cc. Após sucessivos adiamentos, a medida iria entrar em vigor no início do próximo ano, o que deverá ser anulado de vez em sede parlamentar.
Para a ARAN, o recuo e abandono das IPO às motos é motivo de “grande preocupação”. A associação, em comunicado enviado ao LusoMotores, salienta que “a adoção de novas medidas que não incluam a obrigatoriedade da realização de inspeção periódica, não acautelam com o mesmo grau de segurança, que os motociclos, triciclos e quadriciclos se mantenham em condições aceitáveis do ponto de vista da segurança e da proteção do meio ambiente”.
Salienta a ARAN que “as inspeções periódicas obrigatórias garantem um maior grau de proteção aos utentes do espaço rodoviário, mais transparência e proteção contra eventuais fraudes”.
A associação relembra ainda que a realização das IPO seria “precedida das necessárias avaliações técnicas regulares e atempadas nas oficinas para apurar da existência de anomalias”, que “são fundamentais para reduzir a sinistralidade automóvel e têm impacto no meio ambiente, o que agora cai por terra”.
Confira o artigo na íntegra aqui: ARAN condena recuo nas inspeções às motos - LusoMotores



