Decorreu em Aveiro, o Encontro Nacional do Pós-Venda Automóvel da ARAN, sob o tema: “O Futuro é Hoje”. Com a presença de muitas oficinas independentes, este evento ficou marcado pela discussão sobre temas do dia-a-dia das oficinas.
As primeiras apresentações estiveram a cargo de Enrique Fontán do CETRAA e Guillermo de Llera, da IF4, que abordaram a realidade do negócio oficinal em Espanha e em Portugal.
Um dos temas abordados por Enrique Fontán foi o grave problema da posição dominante das companhias de seguros sobre as oficinas, pelas práticas e abuso de poder sobre as mesmas (com forte impacto na rentabilidade das oficinas), o que levou o CETRAA a tomar um conjunto de iniciativas, inclusivamente ao nível da Comissão Europeia, que começam agora a dar os seus frutos.
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José Crespo, formador da T-Academy, falou dos desafios e oportunidades dos carros elétricos, revelando que para as oficinas independentes não é um “bicho de sete cabeças”. Disse que é importante as oficinas investirem em formação nesta área, já que os veículos elétricos vão começar a dar muito serviço às oficinas, tendo em conta o crescente número de veículos elétricos existentes.
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Na iniciativa “Oficinas à Conversa” Tiago Rocha, da oficina Tiagorochaauto e Nuno Godinho Lopes, da Keymaster, falaram sobre a importância das oficinas se focaram na rentabilidade dos seus negócios. “Ninguém tem uma oficina por desporto, todos procuramos a rentabilidade”, disse Tiago Rocha, que de seguida fez uma longa exposição das vantagens de gerir o negócio oficinal.
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Marco Araújo, responsável pela delegação do CEPRA no norte de Portugal, fez a apresentação do tema “Levamos a formação até si”, iniciando o seu discurso apresentando a extensa oferta formativa do CEPRA. Foi focado o tipo de formação que fazem, os meios que dispõe e onde podem levar a formação (basicamente a todo o país), dizendo Marco Araújo que o CEPRA tem um nível de empregabilidade dos seus formandos de 88%. O responsável do CEPRA falou ainda da crescente importância dos cursos de formação em veículos elétricos e híbridos.
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Sobre o futuro da distribuição nas peças, Miguel Melo diz que ninguém o pode saber tendo em conta as grandes mudanças e disrupções que estão a acontecer no setor. A mobilidade, os veículos elétricos e a conetividade vão impactar muito o negócio das peças.
No entender deste responsável, a transformação digital vai levar a que o processo de compra será cada vez mais self-service, vai ter que haver mais eficiência operacional (armazéns e transportes) e terá que existir uma maior redução do impacto ambiental.
Virgílio Silva, da ARAN falou sobre o desenvolvimento do SERMI em Portugal. Através do SERMI foi elaborado um esquema de acreditação harmonizado pan-europeu e uma arquitetura de todo o processo de transmissão de informação, para ajudar os operadores independentes a reparar veículos de maneira segura, se isso envolver peças e programação relacionadas como a segurança do veículo (sistemas anti-roubo). Ainda estamos numa fase inicial de implementação do SERMI em Portugal, mas Virgílio Silva mostrou como funciona esta certificação, para a qual ainda existem algumas interrogações.
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O evento terminou com uma iniciativa da Codifis, através do seu serviço Cofidis Pay, que permite fracionar o pagamento do seus serviços para o clientes das oficinas. Carla Monteiro, responsável comercial explicou que se trata de uma solução de factoring (cedências de faturas), em que o risco de incumprimento fica para a Cofidis, sendo que para a oficina não existe risco, já que recebe o pagamento em 24 horas.
Poderá consultar o artigo na íntegra no seguinte link: Oficinas independentes têm mesmo muitos desafios pela frente (com fotos) - Revista Pós-Venda (posvenda.pt)